Cidade (RJ)

Copa e Olimpíadas no Rio terão forte esquema de segurança

 

Bope treina policiais brasileiros para proteger autoridades na Copa de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016

 

Por  Luciana Malavasi

 

Policiais em treinamento para os jogos no Rio de Janeiro

 

O presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, assinou no início do ano um decreto que cria as Bolsas Copa e Olímpica para membros da equipe de segurança que trabalharão nos jogos do Rio. Bombeiros, policiais civis, militares e guardas municipais receberão a partir de julho um adicional que irá aumentar até a data dos eventos.

Um forte esquema de treinamento já começou a ser feito desde o final do ano passado. Um curso antiterrorismo que ensina a desativar bombas e a libertar reféns estão entre as aulas práticas e teóricas. Esse curso está sendo ministrado na zona portuária da cidade desde o início de maio. A ideia é garantir um ambiente seguro aos participantes e ao público presentes nos jogos.

Policiais de elite da França vieram ao Brasil ensinar para os brasileiros como agir em situações extremas. Foi feita uma encenação no Estádio do Engenhão no Rio, no final do ano passado, para simular um seqüestro na tribuna de honra.  O controle foi a partir de uma das 112 câmeras espalhadas pelo estádio. O treinamento contou com a presença da cavalaria, de um atirador de elite e de helicópteros, que estarão a serviço do estado para garantir a segurança da população.

 Não será apenas nos estádios que os policiais prestarão seus serviços. Lugares como hotéis, pontos turísticos e meios de transporte públicos também serão monitorados. “Na verdade, eles são policiais do Bope. Claro que toda a situação foi organizada, mas a atuação deles foi digna de um Oscar. Foi louvável a atuação deles durante o  treinamento”, ressalta o capitão Luciano.

O governador Sérgio Cabral disse ser a primeira vez que o governo federal se mobiliza em prol da segurança pública e que isso representa um pacto de solidariedade do governo com os estados.

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Rio de Janeiro tem a pior chuva da história da cidade

Desde a terrível chuva de 1966 a cidade não testemunhava tamanha catástrofe. Um dos motivos pode estar relacionado ao aquecimento global

 

Por Luciana Malavasi

 

Local do deslizamento no Morro do Bumba, em Niterói

  

             

Há 44 anos a cidade do Rio de Janeiro não testemunhava uma chuva tão forte como a que tomou conta da cidade neste primeiro semestre de 2010.  Na chuva de 1966 foram registradas mais de 140 mortes, houve racionamento de energia e o principal motivo das mortes foi o mesmo desse ano, o deslizamento de terra nas favelas. Estima-se que na noite do dia 5 de março até a manhã do dia 6 choveu o equivalente a um mês e foi marcado 288 milímetros de chuva, o que equivale a 288 litros de água por metro quadrado. 

A causa das chuvas, segundo especialistas, foi o encontro de massas de ar frio com as de calor e a geografia da cidade também colaborou para isso.  Para se ter idéia, essa enchente no Rio foi considerada uma das mais fatais do último ano no mundo. Segundo o meteorologista Igor Oliveira, em entrevista ao G1, não podemos destacar a hipótese de aquecimento global. “As chuvas foram acima do normal comparando com outros meses de abril, então mesmo que daqui para frente chova pouco, isso vai contribuir muito. A situação é anormal, embora haja uma explicação, muita gente gosta de dizer que é o aquecimento global, e essa é uma hipótese muito provável, mas não dá para saber, precisamos de estudos mais amplos”, declarou. 

Muitos pontos do Rio – como Jacarepaguá, Vargem grande, Lagoa, Santa Tereza (onde fica o “morro dos prazeres”) – ficaram alagados. Muitos locais também ficaram sem luz. Transportes públicos ficaram impossibilitados de circular fazendo com que muitas pessoas não conseguissem voltar para casa. O local mais atingido foi o município de Niterói. Um grande deslizamento de terra que aconteceu no Morro do Bumba, deixou mais de 200 pessoas soterradas e mais de 3 mil desabrigados. Mas o pior dessa situação foi o fato de casas terem sido construídas em cima de um lixão. O local era um aterro sanitário desativado há mais de 20 anos. A cor preta da terra era resultado do lixo em decomposição. Segundo o secretário estadual de saúde, Sérgio Cortes, essa situação é um risco ambiental e coloca em perigo toda a equipe que trabalhou e ainda trabalha no local. 

Muitos desabrigados ficaram apenas com a roupa do corpo. Um forte esquema de donativos foi feito em várias partes da cidade para ajudar essas pessoas. Felipe de Souza, de 21 anos, escapou por sorte. O rapaz é entregador de pizza e tinha acabado de sair para fazer um pedido quando aconteceu a tragédia. “Ouvi um barulho muito forte. Um estrondo. E vi todo mundo gritando ‘sai, sai, sai’. Logo depois veio tudo abaixo. A situação é caótica. Tem muita gente soterrada ali”, contou o rapaz que perdeu toda sua família soterrada. 

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Lei Seca diminui acidentes de trânsito no Rio de Janeiro

 

Dados do Grupamento de Socorro de Emergência do Corpo de Bombeiros da cidade apontam queda de 21,8% em acidentes de trânsito
 

Por Luciana Malavasi

          

Motorista fazendo o teste do bafômetro no Rio de Janeiro

               

Com a aprovação da Lei Federal 11.705 de 2008, muitos acidentes de trânsito causados por consumo de álcool foram evitados. A operação Lei Seca visa combater a mistura de álcool e direção. A fiscalização nas ruas do Rio é muito grande, principalmente nos finais de semana. O controle é feito por meio de bafômetros que indicam a quantidade de álcool presente no sangue. 

 Foi constatada em fevereiro de 2010 uma queda de 21,8% no número de acidentados, comparando com o mesmo período do ano passado. A Lei Seca entrou em vigor no dia 19 de março de 2009 e até março de 2010 foram mais de 171.531 motoristas abordados. As fiscalizações são feitas nos locais com o maior índice de acidentes, como nos bairros do Leblon e Barra da Tijuca, na capital. Nos municípios também existem fiscalizações. Em  Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí o número de acidentes também diminuiu consideravelmente. 

A Secretaria Municipal de Saúde fez um levantamento, logo que a Lei entrou em vigor, com base na quantidade de atendimentos prestados a vítimas de trânsito relacionados ao consumo de álcool nos três principais hospitais do Rio: Miguel Couto, Souza Aguiar e Lourenço Jorge. No Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, houve uma redução de 20% logo nas primeiras semanas. O diretor do hospital, Flávio Silveira, diz que se as fiscalizações não continuarem, não haverá resultados. “Se não houver blitzes e barreiras policiais para fiscalizar a população, não vai adiantar” afirmou. 

Segundo o secretário de Estado de Governo e coordenador-geral da Operação Lei Seca Alberto Lopes, a população é a primeira a apoiar a fiscalização nas ruas da cidade “Cada vez mais pessoas vêm utilizando-se de transportes alternativos, como os taxis, o Metrô, os trens, ou convidando os chamados ‘amigos da vez’. Gostaria de agradecer aos cidadãos que nos deram 97% de aprovação na pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Social e à mídia, que tem estado ao nosso lado durante esse período, num processo de conscientização coletiva e gradativa'”, disse ele. 

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EMAILS PREJUDICAM CAMPANHA DA

 VACINA H1N1 NO RIO DE JANEIRO

 

Emails questionando a credibilidade da vacina contra a gripe suína reduzem a procura nos postos de saúde da cidade

 

Por Luciana Malavasi

        

 A especulação em torno da vacina H1N1 que se espalhou na internet prejudicou a campanha de vacinação em alguns estados do Brasil, inclusive no Rio de Janeiro. Muitos emails apavorando a população em relação aos supostos efeitos colaterais da vacina, fizeram com que muitas pessoas deixassem de se prevenir não comparecendo aos postos de saúde onde o serviço era gratuito.

 Existem circulando pela rede mundial de computadores, emails afirmando que o governo federal, por não confiar na validade da vacina, teria dado imunidade as indústrias farmacêuticas contra qualquer ação judicial. Isso evitaria futuros processos por invalidez ou morte devido ao efeito nocivo da vacina. Esses emails dizem também, que existe uma alta dosagem de mercúrio em sua fórmula que poderia provocar autismo em crianças.   

 Especialistas da área afirmam que todas essas informações são “mentirosas” e “irresponsáveis”. A médica Sandra Canuto (Superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde) afirma que algumas reações são normais. “Após a vacinação, há casos em que ocorre febre e uma moleza no corpo, que dura em média 48 horas. Se a febre persistir após esse prazo, o ideal é procurar um médico, que tomará as medidas cabíveis”, explicou.

 Algumas pessoas questionam a validade da vacina porque continuam ficando gripadas mesmo a aplicação. O infectologista da Unifest, Celso Granato, explica que a vacina não previne contra outros tipos de gripe. “As pessoas acham que a vacina faz milagres, mas isso não é verdade. Apesar de ser o único caminho para evitar uma epidemia, a vacina não garante 100% de imunização. Por isso, a prevenção é essencial”.

 Essa tentativa de prejudicar campanhas de vacinação já existe há algum tempo. No ano passado emails circularam questionando a validade da vacina contra rubéola, o que acabou não funcionando, tendo em vista que a campanha foi um sucesso. “Circularam na internet boatos de que, ao invés de imunizar a população, o governo brasileiro pretendia esterilizar as pessoas em idade reprodutiva para fazer controle de natalidade. Mas, felizmente, a campanha foi um sucesso e o Brasil está prestes a receber o certificado de País Livre da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita”, diz o Ministério da Saúde. (mais informações no G1).

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vacina

Foto/ mundodastribos.com

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