Recilagem, um bem necessário

Por Madyanna Silva

Todos os dias milhões de sacos de lixos são transportados para aterros sanitários, por todo o mundo. O aterro não é  a melhor solução para o desaparecimento do lixo de todo o mundo, pois o chorume produzido no aterro, pode causar poluição hídrica, se for despejado em rios, lagos e mar, além das emissões de gases como gás carbônico e metano; as agressões ao solo,ar e água; entre outros tantos fatores negativos.

Lixão, aterro sanitário.

Grande parte do lixo que descartamos todos os dias, podem ser reutilizados, reciclando-os. O que nós jogamos fora custa caro, pagamos impostos por ele, gasta-se energia e fora o tempo que ele demora para se decompor, esse é  um dos maiores problemas que enfrentamos, saiba porque: Um pedaço de plástico demora cem anos para desaparecer, um filtro de cigarro demora cinco anos, o papel demora de  três a seis anos, o chiclete demora cinco anos, tecido de algodão demora de seis meses a um ano, a madeira pintada demora trezes anos, uma corda de nailon ou qualquer produto de sua composição demora trinta anos para desaparecer, o metal demora mais de 100 anos, garrafa de vidro demora um milhão de anos para desintegrar e o saco plástico demora quatrocentos e cinquenta anos para sumir da natureza.

Então, existe três soluções para conter o avanços de lixo: Reduzir, reutilizar e reciclar. Podemos reduzir a quantidade de lixo se usarmos de modo adequado o que consumimos, assim como alimentos, roupas, sapatos, utilizar folhas de frente e verso em fotocopias, usar quadros de avisos para leitura coletiva e etc. Podemos reutilizar sacolas plásticas para plantação de mudas, artesanato, latas, garrafas de vidro e plástico, entulho de obras e etc. E reciclar qualquer coisa, como garrafas pet, vidro, jornal, para produção de artesanato, papel usado, plástico, metal, materiais de obra e o que a imaginação mandar.

Coleta seletiva

A reciclagem é o retorno da matéria-prima a produção, eh o reaproveitamento de materiais. O então lixo é desviado, coletado, separado e processado para serem usados como matéria-prima na produção de novos produtos. Foi na década de 70 que a reciclagem passou fazer parte do vocabulário dos ambientalistas e pessoas comuns. O lixo passou a ser uma preocupação e passou a ser tratado com rigor.

As vantagens de reciclar é o aumento de empregos em que a técnica vem gerando nas grandes e pequenas cidades, produção de papel a partir da reciclagem sem precisar cortar árvores, melhoria ambiental, independência em alguns setores e etc.

A coleta de lixo é  um grande auxiliador na reciclagem, ajuda na separação de matérias-primas para o processo. Alguns condomínios residenciais e comerciais possuem coleta seletiva, ainda são poucos, comparados ao tamanho de nossas cidades. Nas grandes cidades, as grandes coletas de lixos são feitas por carroceiro, que vivem da venda de sucatas, papel, vidro e alumínio. Trabalham noite e dia separando os lixos de nossas lixeiras para sustentarem suas famílias, assim como também associações e cooperativas de reciclagem.

Para muitas empresas o aterro sanitário é a melhor solução, pois não se preocupam com questões ecológicas e ambientais. Afinal, enfiar lixo debaixo da terra é muito mais fácil do que procurar medidas menos poluentes e prejudiciais para o meio em que vivemos. Se não nos preocuparmos hoje, todos os nossos descendentes receberam de herança todo o lixo que estamos usando agora e o planeta ira morrer.

Autor da pesquisa “A crise ambiental e o papel das novas tecnologias da informação: além do domínio da técnica“ Flávio Tayra,  acredita que desenvolvimento tecnológico bem conduzido pode representar uma “chance para chegarmos a uma espécie de ‘reequilíbrio’ da natureza

Flávio Tayra é mestre em Economia e doutor em Ciências Sociais, pela Pontificia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com a tese Sobre a compatibilidade entre Economia e Ecologia: Cultura, Técnica e Natureza na Gênese da crise ambiental (2003). Também cursou pós-doutorado em Saúde Ambiental, pela Universidade de São Paulo (USP).

IHU On-Line – Como o senhor entende a atual crise ambiental?

Flávio Tayra – A crise ambiental é fundamentalmente a crise de um modo de produção. Parece cada dia mais claro que estamos próximos do limite da lógica de exploração econômica desmesurada, sem preocupação com a sustentabilidade dos recursos. Além de afetar o meio físico e as outras espécies, o que já vem acontecendo há muito tempo, o limite de exploração do modelo atual fica cada dia mais claro na medida em que já passa a afetar diretamente a vida das pessoas, comprometendo sua saúde e suas condições de vida.

IHU On-Line – Que relação pode estabelecer entre o mundo do trabalho e o meio ambiente? A partir dessa relação, quais são os limites para o desenvolvimento sustentável?
Flávio Tayra – Numa das maiores tentativas de acordos globais em termos ambientais – o Protocolo de Kyoto – o que ficou patente foi a recusa americana na ratificação do tratado. Quando o distinto presidente Bush recusou a adoção, o seu argumento foi de que a assinatura poderia compreender a extinção de quase 5 milhões de postos de trabalho. Houve repercussão negativa sim, principalmente internacional, mas isso parece não ter afetado muito a percepção dos norte-americanos, que o re-elegeram dois anos depois (em 2004). Em resumo, todos temos as nossas preocupações ambientais, mas ela não é a prioridade zero para a grande maioria. A maioria, senão a sua totalidade, está muito mais preocupada com as suas questões mais mundanas e diárias. Para isso é preciso emprego, ou seja, renda. Nos anos 1970, ainda dava para falar em crescimento zero, mas nos 1980 já era evidente que esse discurso não emplacava mais. Como diz o sócio-economista Ignacy Sachs, precisamos encontrar fórmulas para crescer sem destruir.

IHU On-Line – O senhor percebe relações entre as crises ambiental e econômica? Como ambas estão interligadas na constituição do caos mundial?

Flávio Tayra – É preciso resistir às tentações de se fazer análises do tipo “o declínio do império americano” para explicar a derrocada econômica atual. Acredito que existam relações entre as duas crises, mas ela é muito sutil, tênue. Mas não dá para falar: “a economia americana desabou porque é insustentável ambientalmente”. Está em crise porque isso acontece no sistema capitalista de tempos em tempos e porque faltaram mecanismos de regulação no seu sistema financeiro, eufóricos com uma criatividade desenfreada dos mecanismos de alavancagem, que permitiram anos de grande crescimento econômico. É evidente, no entanto, que o modo de ser (e de consumir) dos americanos só piora o quadro ambiental global: a pegada ecológica dos EUA (9,4 hectares por habitante) é quase 3,5 vezes superior à média mundial (2,7 hectares por habitante), que já está acima do aceitável (2,1 hectares por habitante).

HU On-Line – A introdução da técnica sobre o mundo moderno mudou nossa maneira de perceber o meio ambiente?

Flávio Tayra – A popularização do aquecimento global veio nos mostrar que o mundo tem limites. Por muito tempo, acreditamos na dispersão dos nossos dejetos. “O esgoto pode ir pro mar, pois lá, diante da sua imensidão, ele se dilui”. O mesmo pensamento em relação à poluição atmosférica. A percepção do nível exacerbado de poluição atmosférica devido ao uso de combustíveis fósseis já era muito clara nas grandes cidades, mas por algum motivo, acreditava-se que ele se dispersava e isso não traria maiores consequências além das localizadas. Em resumo, achava-se que dava pra varrer para baixo do tapete. Agora, com a percepção do aquecimento global, mesmo as regiões mais distantes como os pólos sentem os efeitos dessa poluição.
Essa poluição e utilização massiva dos recursos naturais só ganharam escala após o advento do capitalismo, que por sua vez, nasceu (e para muitos é também fruto) no bojo das grandes transformações da modernidade. Até então, talvez devido à pequena escala de produção econômica (que só veio com o capitalismo), as atividades do homem não chegavam a oferecer riscos mais graves ao meio ambiente.

(Ecodebate, 15/01/2009) publicado pelo IHU On-line, 14/01/2009 [IHU On-line é publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS.]

Aprenda a fazer sabão reciclado, através de óleo de cozinha usado.

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