Entrevista – Perfil

Rosângela Gonçalves de Paola, tem 50 anos, é casada com Gilson, tem dois filhos, a Rachel e o Guilherme, e dois netos, a Catherine e o Pedro Lucca. Por ser descendente de italianos, o gosto pela culinária estava no sangue e aflorou quando ainda era criança. Segundo ela, as famílias italianas aproveitam o momento de cozinhar para se aproximar uns dos outros( fato que a professora comenta não ver mais nos dias de hoje). Rosangela é formada em nutricionismo pela Santa Úrsula e se especializou em Serviços e restaurantes e Nutrição química. Mas o mais curioso é que a professora quis ser advogada, depois aeromoça, e como trabalhou numa clínica de estética, acabou por fazer nutrição, pensando em manter as pessoas com o corpo em forma.

O convite para lecionar na Estácio de Sá, veio em 2001, ano em que o curso foi introduzido no campus Tom Jobim, dessa forma ela foi um dos professores fundadores do curso. Ela ensina a parte prática, enquanto o professor Jonathan Laurioli (formado em Hotelaria na Itália), a parte teórica e cultural.  A professora afirma que os alunos gostam muito da culinária italiana, pois é uma comida que já está inserida no prato brasileiro; e além disso é uma das primeiras cozinhas que os alunos se deparam no curso. A graduação em gastronomia, em sua visão, veio para dar ao aluno um conhecimento técnico e ampliar o campo no mercado, pois esclarece que a cozinha não é bagunça, e para trabalhar com qualidade é preciso conhecimento.

Ela nos contou a variedade que a comida italiana tem: peixes e frutos do mar, verduras e feijão manteiga ou branco e porco. Assim seria o cardápio italiano: entrada > antepasto; primo piato > massas; secondo piato > carne com vegetal com batatas assadas/ verduras grelhadas/ purê/ favas/ feijão refogado, abobrinhas, salvia; salada; sobremesa > frutas frescas com queijo. Este foi um exemplo de cardápio para quem não conhece essa cozinha. Um fator interessante, é que os italianos comem as saladas após a refeição principal; isso porque, segundo a professora, auxilia na digestão dos alimentos.

A professora nunca trabalhou em restaurantes e que só aceitaria trabalhar se fosse mais jovem, pois é muita “correria”. Mas já trabalhou no bandejão da UFF e no Hospital Universitário da Santa Úrsula e agora faz parte de uma oficina em Niterói, que ajuda as crianças a se alimentarem bem e perceberem como é gostoso comer verduras e legumes, alimentos que os pais sofrem para introduzirem na alimentação dos pequenos.

Sobre calorias, Rosângela acrescenta que a comida italiana, pelo clima da Itália, acaba não sendo tão calórica; já o clima brasileiro, não pede nossa comida carregada. Mas mesmo assim, ela prefere um bom arroz e feijão com bife: “Nada é melhor que a comida do seu país”, completa Rosângela.

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