Mercado de Trabalho

Arte, solução para muitos

Cresce a participação do artesanato na renda do país e evidencia trabalho informal como solução para crise    

O artesado tem sido a principal fonte de renda para muitas pessoas atualmente. Foto: Renata Sodré

 

 Por Renata Sodré

 Apesar da vida dura e da escassez de recursos provocados pela falta de oportunidades de emprego estável, a criatividade do brasileiro é reconhecida internacionalmente. Sempre dando um jeito de driblar as adversidades, os profissionais informais dificilmente deixam de ter meios de garantir sua renda, seja integral ou até como complemento no orçamento mensal.    

É assim que Kátia Araújo, de 49 anos, ganha a vida com echarpes personalizadas, acessório do vestuário que possui diversas utilidades. Kátia é especialista em pintura desde os 24 anos. Fez curso da técnica e voltou sua arte e criatividade para os tecidos. Ela usa desde materiais recicláveis, como copos descartáveis, até sal e açúcar, tudo descoberto pela artesã para dar efeitos inusitados às pinturas e caráter personalizado.     

 Atualmente, existem cerca de 8,5 milhões de pessoas trabalhando na produção de artesanato no Brasil. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o artesanato movimenta 2,8% do PIB do país, índices que se equivalem aos da indústria automobilística. Produtos artesanais “made in brasil” fazem sucesso em lojas sofisticadas de design na Itália, França e Portugal e em lojas americanas de prestígio como a Saks.    

 Além da beleza de produtos desse tipo, os acessórios artesanais têm ainda mais vantagens sobre os produtos industrializados, como o preço e a customização. “A vantagem é por ser peça única, a pessoa pode ir a qualquer lugar que não vai ter outra igual. E tem muito dessas histórias. Você vai naquela loja famosíssima e compra a roupa, vai à festa e tem três ou quatro com a roupa igualzinha a sua. Tudo é muito industrial. As pessoas seguem modas e não criam seu estilo, não tem personalização”, afirma Kátia.    

 E não é só nos negócios que o artesanato gera benefícios. Como em suas origens, o artesanato é, para muitos, uma forma de distração e objeto de paz de espírito. Assim, a arteterapia, uma das ramificações da terapia tradicional, utiliza a arte como forma de expressão e usa recursos artísticos em contextos terapêuticos para tratamento de estresse, depressão, inibição e até dificuldades de aprendizagem. “É uma forma de terapia realmente. Se eu pudesse, ficaria 24 horas fazendo. E ver cada uma ficando diferente da outra, é surpreendente. Se eu fizer três tecidos, usando as mesmas cores, nenhum dos três vai sair igual. Eu não tenho idéia de como as echarpes vão sair”, enfatiza a artesã.    

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 Em busca da liberdade

 Cresce o número de profissionais freelancers no Brasil   

 

 Por Renata Sodré

 Um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, muitos profissionais na mesma área, pouco trabalho com carteira assinada e a busca pela liberdade profissional. É dessa complicada equação que resulta a tendência cada vez maior de profissionais freelancer. A palavra “free” significa liberdade, e a partir dela foi criado o conceito de profissional sem patrão, sem horários cronometrados, sem bater ponto todos os dias.    

 A recém-formada em Designer Gráfico, Priscila Severo, é uma profissional que encontrou no trabalho freelancer o seu lugar ao sol. “ Já trabalhei como freela em alguns sites, com fotos de eventos e também na parte gráfica, criando flyers, panfletos e cartões. E posso dizer que é muito melhor ser freela, pois não consigo ficar em um lugar em tempo integral, não sei muito bem ter chefe e gosto de fazer o meu próprio horário, que normalmente são as madrugadas, o horário que mais rende para mim “, diz a designer.    

 Apesar do atraente slogan de liberdade, não é só de facilidades e vantagens que um profissional freelancer vive. Para ser freela é necessário muita disciplina para lidar com os prazos dos trabalhos, uma boa dose de marketing para captar novos clientes e organização para lidar com a falta de estabilidade financeira. Por isso os contatos são a base do trabalho freelancer. “ A maior desvantagem em ser freela é que se não arrumo trabalho naquele mês, também não recebo. É um pouco complicado agora no início, mas melhora a cada dia que passa. Os contatos estão sendo feitos e as pessoas estão cada vez mais sabendo do meu trabalho”, enfatiza a designer Priscila Severo.    

 Ainda há outras dificuldades que um profissional autônomo precisa enfrentar. Esse tipo de profissional não tem direito a férias remuneradas, décimo terceiro, fundo de garantia e previdência social. Por isso, alguns profissionais mais experientes recomendam que na hora de negociar um projeto, é importante colocar um valor que possa cobrir essas despesas, já que todo mundo precisa de um pouco de garantia para o futuro.    

Seja por necessidade ou pela busca de novos desafios, o número de profissionais autônomos cresce a cada dia que passa. Apesar dos problemas que enfrentam, a idéia de ser seu próprio chefe, poder organizar seus horários e ganhar a tão estimada liberdade são os motivos que mais atraem os profissionais para o trabalho freelancer. Essa alternativa tem sido cada vez mais reconhecida no Brasil, alcançando principalmente profissionais da comunicação, como jornalistas e publicitários, fotógrafos e os designers gráficos.    

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Cursos técnicos:

Uma boa saída para quem quer um emprego em menos tempo

  

 Por Renata Sodré

 O mundo está cada vez mais apressado. O mercado de trabalho tem exigido cada vez mais conhecimento, e para conseguir um lugar ao sol, as pessoas estão optando por cursos técnicos que duram bem menos tempo que uma graduação tradicional. Os cursos politécnicos vêm crescendo em uma velocidade espantosa. Todo ano aparece pelo menos mais um novo curso. Mas será que essa pressa vale a pena? Alguns profissionais e alunos apostam que sim. O técnico de segurança do trabalho Marcos Américo optou pelo curso técnico devido ao custo-benefício. Segundo ele, o fator decisivo na sua escolha foi o preço mais viável e o tempo menor.    

“ Sempre quis fazer engenharia, mas como não consegui passar em uma faculdade pública, via o meu sonho cada vez mais distante. Uma boa faculdade de engenharia está bem cara e eu não tinha dinheiro nem tempo para fazer. Optei pelo curso de Técnico de Segurança do Trabalho, pois vi que era um mercado bem amplo. Antes mesmo de terminar o curso, consegui um emprego em uma empresa que estou até hoje. Agora sim pretendo fazer minha faculdade de engenharia”, conta Marcos.   

  

 Os cursos técnicos tem sido a “menina dos olhos” de muitas grandes empresas. Algumas especializações tem mais espaço no mercado, como é o caso do curso de Edificações e de Logística, por exemplo. Além de mais específicos, eles dão uma boa garantia de emprego. ”Hoje há mais de 200 mil vagas na área técnica que não são preenchidas por falta de candidatos”, explica Eliezer Pacheco, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Abaixo segue uma lista preços e área de atuação dos principais cursos técnicos disponíveis no mercado:   

      

 Açúcar e Álcool
Salário Médio: R$1.000,00 por mês
Participa da implantação e do controle de processos tecnológicos na fabricação desses produtos.
Administração
Salário Médio: R$ 950 por mês
Atua no setor administrativo das empresas.
 Enfermagem
Salário Médio: R$ 850 por mês
Auxilia nas ações de promoção de saúde, prevenção de doenças e recuperação de pacientes.
 Eletrotécnica
Salário Médio: R$ 1.800 por mês
Planeja serviços de instalação, operação e manutenção de sistemas elétricos.
 Edificações
Salário Médio: R$ 1.600 por mês
Realiza obras conforme as normas de segurança.
 Logística
Salário Médio: R$ 1.200 por mês
Cuida de todas as etapas da produção e da distribuição de produtos, equipamentos e materiais.
 Segurança do trabalho
Salário Médio: R$ 1.800 por mês
Analisa acidentes, recomenda medidas de prevenção e elabora políticas de saúde.
 
  

  

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Concurso Público:

O melhor caminho?

O concurso público tem sido a escolha de muitas pessoas que procuram estabilidade financeira. Foto: http://eudeveria.wordpress.com

 

  

 Por Renata Sodré 

 Em tempos de desemprego e instabilidade no mercado de trabalho, muitas pessoas tem procurado outras saídas para driblar o problema. Um dos caminhos mais procurados é do concurso público. A promessa de um bom salário e de estabilidade no mercado de trabalho chama a atenção de milhares de pessoas que concorrem às vagas todos os anos.O delegado de polícia Ed Wilson Correa decidiu estudar para concursos quando viu que sua carreira como advogado já não o satisfazia profissionalmente e nem financeiramente. O ex-advogado abdicou de tudo por seis meses para estudar intensamente para um dos concursos mais disputados do Rio de Janeiro e a dedicação deu certo, já que ele conseguiu ficar em quarto lugar no concurso.  

“É preciso determinação e sacrifício. Não tem como fazer todas as coisas que você fazia antes quando você resolve estudar para concurso, é uma questão de escolha. Apontei para um caminho e nada me tirou do meu rumo, não me arrependo”, enfatiza o delegado. 

 Já o estudante de economia Fábio Muniz diz que faria diferente se pudesse voltar atrás. ´

“Eu fiz o caminho inverso ao da maioria das pessoas. Primeiro arrumei um emprego para depois fazer uma faculdade. Não digo que me arrependo, mas acho que o fato de já ter um sustento me deixou um pouco relapso em relação a escolher uma graduação. Se eu pudesse voltar atrás, eu faria uma faculdade e percorreria o caminho estágio/emprego em cima da minha carreira”, lamenta o estudante.

 

Até o final do ano, estima-se que cerca de 360 mil novas vagas serão abertas. Há oportunidades para pessoas que tenham nível superior, nível médio e até nível fundamental. Embora seja conhecido por sua burocracia, rotina e pouca chance de crescimento, é indiscutível que o concurso público é um dos meios mais democráticos de se conseguir um emprego atualmente. 

 

 

  

 

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