Barra da Tijuca

O transporte público na Barra ainda tem jeito

Por Chandra Santos

 

Ônibus parados no Terminal Alvorada na década de 80

O transporte público na Barra da Tijuca sempre foi complicado. Da década de 60, quando o bairro ainda era uma vila de pescadores, até hoje, um bairro em expansão, muita coisa mudou. O transporte, que era reduzido, concentra diariamente nas principais avenidas um número muito alto de ônibus, carros, caminhões, vans e motos. Os Jogos Olímpicos de 2016 deixarão um legado para o bairro nos quesitos transporte público e trânsito. Algumas das obras ainda não saíram do papel. Outras, como a Linha 4 do metrô, já começaram. 

A história do transporte público na Barra começa na década de 60 com três linhas de ônibus: 547 (Hotel Leblon X Barra da Tijuca), 647 (Alto da Boa Vista X Barra da Tijuca) e 748 (Cascadura X Barra da Tijuca). Na década seguinte, com a construção da Avenida das Américas e da Via 11 (hoje, Avenida Ayrton Senna), a frota aumentou, mas os horários dos carros continuavam irregulares. Foi por causa da especulação imobiliária, em 1980, que o transporte começou a melhorar na região. As empresas Amigos Unidos, Redentor, Jabour e Pégaso fixaram linhas no local. Algumas delas, como a 854 (Campo Grande x Barra da Tijuca) e a 882 (Santa Cruz X Barra da Tijuca), das empresas Jabour e Pégaso, respectivamente, existem até hoje. 

Metrô de Superfície no Terminal Alvorada em 2009: o bairro sofreu muitas mudanças

 Na década de 90, a Barra da Tijuca se tornou o Eldorado Carioca e o transporte público começou a se modificar. Além da frota pública, foram incorporados os ônibus dos condomínios (particulares). No início do século XXI, além destes, as linhas do Metrô de superfície, operadas pelas empresas Pégaso, Jabour e Litoral Rio, interligam a Barra a diversos pontos da cidade, como, por exemplo, Del Castilho e General Osório. As linhas Barra X Baixada entraram em circulação no ano de 2008, sendo uma das empresas que as operam, a Vera Cruz, pioneira com a linha Duque de Caxias X Barra da Tijuca. 

engarrafamentos são constantes no bairro devido ao excesso de veículos nas ruas

 Na hora do rush, os engarrafamentos atrasam o transporte na região. Os pontos e os veículos ficam lotados e, como conseqüência, as pessoas tornam-se estressadas. Os passageiros acusam as empresas de reduzir o número de veículos. Estas alegam que não reduziram e não podem aumentar a frota no horário por causa dos prejuízos com os ônibus que circulam durante o dia semivazios. 

No início do ano, a prefeitura divulgou um ranking com as piores empresas de ônibus, segundo as reclamações recebidas na ouvidoria da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR). Das cinco piores, três possuem linhas na Barra. Esse ranking foi revisto no final de abril e constataram-se outras empresas entre as cinco piores. E, dentre elas, apenas uma possui linhas na Barra: a Pégaso. A empresa é responsável por oito linhas da região: 1135 (Santa Cruz x Castelo), 1133 (Recreio dos Bandeirantes x Castelo), 460S (Itaguaí – Barra da Tijuca), 387 (Carioca -Marambaia), 882 (Pedra de Guaratiba- Barra da Tijuca), 882 (Pingo d’àgua- Barra da Tijuca), 882 (Sepetiba- Barra da Tijuca) e 882 (Santa Cruz- Barra da Tijuca). 

O Secretario Municipal de Transportes Alexandre Sansão explicou ao jornal O Globo como o resultado desse ranking será utilizado:

 “Vamos aos pontos finais verificar desde a documentação do veículo até o estado de conservação. Conforme o que for verificado, esses coletivos podem ser multados ou até rebocados para depósitos”, disse Alexandre.

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