Matéria Especial

A volta dos ônibus executivos

Por Chandra Santos

Além do tradicional banco reclinável e do ar-condicionado a Real fornece Wi-Fi, Tv e motoristas bilíngues

Eles são grandes, espaçosos e confortáveis. Na paisagem carioca, se destacam dos demais. De uns anos para cá quase todas as empresas do município tem uma frota de ônibus executivos. Qualidade e conforto são as exigências dos usuários dessas linhas, que não se importam de pagar um pouco mais pelo serviço. De câmeras de segurança e Ar-Condicionado até Wi-Fi e TV os Tarifas conquistaram o coração dos cariocas.

A história dos Frescões na cidade do Rio de Janeiro está ligada a crise do petróleo.  As linhas foram criadas para as classes médias e altas deixarem o carro em casa e usar o transporte público. As empresas vendiam pacotes mensais ou semanais para os passageiros que eram fidelizados na empresa. Foi em 1973, com a linha 2113 Castelo X Taquara (via Zona Sul) da empresa Redentor, que eles começaram a circular. Outras empresas da época são as extintas Caprichosa e Três Amigos e as atuais Matias e Viação Acari. A decadência começou em 1981, quando a crise econômica reduziu o poder aquisitivo dos usuários.  Após 1984, só restaram três empresas operando esses ônibus: Redentor, Real e Expresso Pégaso.

Do final dos anos 90 até hoje, as crises econômicas foram controladas, as pessoas estão ganhando mais e voltando a ter conforto. Da baixada fluminense até a Zona Sul a maioria das empresas hoje roda com ônibus executivos.

A Jabour, empresa tradicional na zona oeste, aumentou a frota de tarifas para melhor atender a população

Empresas como a Auto Viação Jabour prezam pela qualidade dos serviços prestado com os Tarifas mantendo-os limpos e aumentando a frota. Já a Real preza pela tradição. Atualmente a empresa é a única a ter a linha interligando o Aeroporto Internacional ao Terminal Alvorada. Além dessas, empresas como a 1001 (que liga o Rio a São Paulo); Nossa Senhora do Amparo (liga a Região dos Lagos) e Cidade do Aço (liga ao sul do estado); modernizaram suas frotas incluindo até ônibus de dois andares.

De olho na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016 as empresas vêm treinando seus funcionários. Na Real, os motoristas que fazem a linha 2018 (Aeroporto X Alvorada) estão aprendendo inglês para se comunicar com os turistas que utilizam a linha.

É interessante ver o que estamos fazendo. Da minha sala consigo ouvir os motoristas falando em inglês. A gente percebe que eles estão mesmo animados”, contou o presidente da Real Auto Ônibus, Cláudio Callak em entrevista ao Jornal Extra.

 

Wagner Montes faz um comentário no fim dessa matéria sobre a necessidade de operar ônibus executivos na zona oeste da cidade. As empresas Jabour e Pégaso já operam linhas para o Castelo com saída de Campo Grande, Pedra e Santa Cruz utilizando esse tipo de ônibus. Os Tarifas de ambas as empresas passam pela Barra, Zona Sul, Bangu e Avenida Brasil.

 

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